HISTÓRICO DA ESCOLA

A Escola Estadual Almirante Ernesto de Mello Baptista, criada através do Decreto-Lei nº 15.312 de 29 de Março de 1993, no governo do Prof. Gilberto Mestrinho de Medeiro Raposo, tendo como secretario da Educação o Dep. Josué Claudio de Souza Filho.
Em 12 de fevereiro de 1992, o Comando do 4º Distrito Naval – MARINHA DO BRASIL e a Secretaria de Educação e Qualidade do Ensino – SEDUC, celebraram um Convênio de nº 720/92-00/00, o qual foi aprovado pelo Diretor Administrativo da Marinha, por meio da Portaria Nº 0394 de 18 de julho de 1991, que delegava competências ao Sr. Comandante do 4º Distrito Naval para assinar o acordo administrativo entre a Marinha e a Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino – SEDUC.
A Marinha demarcou e autorizou o uso da área localizada na Estação Naval do Rio Negro na Vila Buriti, possibilitando a instalação de uma Escola de 1º e 2º Graus, que preferencialmente atendesse ao pessoal da Marinha e seus dependentes, mas a escola foi aberta para atendimentos aos alunos de toda a área adjacente.
A escola funciona nos três turnos, sendo que no matutino atende dos Anos Iniciais (1º ao 5º ano), no vespertino os Anos Finais (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental e no noturno Educação de Jovens e Adultos – EJA – 2º Segmento e Ensino Médio Regular .
Atualmente a escola tem como Gestora Iris Delmar Melo de Souza que tem como compromisso planejar, dirigir e avaliar o processo de gestão dos objetivos e metas da escola.
O Almirante de Esquadra ERNESTO DE MELLO BAPTISTA nasceu em Natal (RN), no dia 15 de dezembro de 1907. Era filho de José Luiz Baptista e de D. Maria Leopoldina de Mello Baptista, ele piauiense, ela norteriograndense, da cidade de Macaíba. O jovem Ernesto, após concluir seus estudos de nível secundário no Externato Burlamaqui Moura, prestou concurso para ingresso na Escola Naval, e nela foi matriculado no dia 11 de abril de 1925.
Por se manifestar contra os critérios de escolha do sucessor do Presidente Costa e Silva e, principalmente, discordar dos novos rumos políticos e econômicos do Governo, foi afastado do serviço ativo da Marinha, pelo Ato Institucional Especial nº 17, de 14 de outubro de 1969. Ato única e exclusivamente a ele aplicado, de maneira insólita e inédita nos anais de nossa história. O Almirante Ernesto de Mello Baptista era um homem formal e rigoroso consigo mesmo, com os seus subordinados e extremamente cioso de sua autoridade.
Sua postura, seu olhar, seu aspecto físico denotava o que o ilustre escritor Veríssimo de Melo, com rara felicidade, sintetizou em artigo dedicado à memória do amigo comum: “Era figura imponente de militar, que imprimia respeito pelo seu porte hierático. Fisionomia austera, embora escondendo doce e bom coração”.
Toda a sua energia mobilizava a serviço da Marinha. De probidade inatacável e de extremo rigor no trato dos dinheiros públicos, aproveitava todas as oportunidades para sempre doutrinar os seus subordinados.
Palavra fácil e escorreita, elaborava as frases com absoluta concisão e precisão do que desejava transmitir. Seu discurso falado ou escrito era uma harmoniosa peça de clareza e simplicidade.
De preparo profissional muito acima da média, tinha um embasamento científico, cultural e filosófico de alto nível. Estudioso incansável, homem de meditação, produziu inúmeros trabalhos, a maioria relacionados com a nossa Marinha.
Convidado para o cargo de Ministro da Marinha pelo Presidente Castelo Branco, seu colega no movimento revolucionário de 1964, conseguiu do Presidente um adiamento para a solução do problema da Aviação Naval, assunto que, à época de sua posse, era cogitada no Estado Maior das Forças Armadas (EMFA) para a adoção da “sui generis”, doutrina de emprego exclusivo de avião pela Aeronáutica.
Tudo parecia caminhar, ou pelo menos assim esperava a Marinha, para aprovação da solução padrão em todas as nações marítimas do mundo, quando um incidente “planejado” provocou uma situação, para a qual o Presidente Castelo, não conseguindo controlar as pressões predominantes nos altos escalões, decidiu que fossem transferidos para a FAB os aviões da Marinha: um helicóptero do NHi “Canopus”, ao pousar para reabastecimento na Base Aérea no Rio Grande do Sul, foi acintosamente metralhado, sendo o fato objeto de manchetes em alguns jornais do país.

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